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Merida e Parque Nacional de Cabañeros

Olá,

 

Este passeio surgiu, como dizem os americanos..."Out of the blue".

 

Apesar de recentemente ter-mos regressado de férias, o regresso ao trabalho foi violento o que num instante nos recolocou na situação pré-férias, ou seja, estávamos a precisar de novo de outros ares.


Costumo dizer que há solução para tudo, menos para a morte. A solução era um fim-de-semana a dois. E assim foi.

Temos o hábito de partilhar a tarefa de organizar os passeios/viagens:

- Juntos definimos o destino
- Eu trato do respectivo percurso
- A Patrícia, os locais a visitar nas redondezas, o alojamento, os eventos disponíveis, mapas, contactos, etc…

Tem funcionado bem e “em equipa vencedora, não se mexe”.

 

Assim o destino desta vez seria a Mérida e ao Parque Nacional dos Cabañeros.


 

O plano era o seguinte:

- 05.Agosto - Sexta-feira após o trabalho arrancávamos e iríamos dormir a Mérida

- 06. Agosto - Sábado de manhã ficaria reservado para visitar Mérida com
partida para a seguir ao almoço para Horcajo de Los Montes. O caminho
não seria directo pois iríamos efectuar um “serpentear” à volta das várias
barragens até lá chegar.

- 07.Agosto – Domingo – Visita guiada ao Parque Nacional de Cabañeros
em 4x4 organizado pela empresa que gere o Parque. Este Parque Nacional
é conhecido como o “Serengueti Espanhol”.

E foi assim (para quem prefira ver o filme, eis o dito):



05.Agosto – Sexta Feira (Sintra – Mérida - 299Km)

Dia de trabalho complicado pois já tinha a mente noutro lado. Já estava em viajem mas o corpo ainda não. 17h30, hora de sair. Roupa de motovadiagem no saco, rápida troca na casa de banho do trabalho e toca arrancar para a garagem e ir buscar a mota. Arrancámos por volta da 18h00 sem grandes pressas ou stress’s. Ponte 25 de Abril cheia mas de mota…..BELEZA….sempre a andar. Pouco há a contar acerca da viagem pois foi sempre de AE até Mérida. Chegámos por volta das 21h00. Direitinhos ao Hotel, arrumar a Mota na garagem e procurar umas tapas.

A noite estava quente, sem vento e cheia de pessoas nas ruas. Esplanada encontrada e vamos às coisas que não conhecemos masparecem boas…e eram…ó se eram.


Ora cá estamos nós:


 

Isto era de frango:

 

E isto de porco:



Delicioso. Depois de devidamente alimentados, uma curta volta para desmoer.

Mérida é um município da Espanha cidade capital da comunidade autónoma da estremadura  nas margens do rio Guadiana. Fundada em 25 a.c. com o nome de Emeritas Augusta, foi durante a ocupação romana uma das mais importantes cidades da Península Ibérica, capital da Lusitânia. Possui vários testemunhos desse passado, tais como o teatro e o anfiteatro romanos, entre outros.




 

Muito mais haveria para ver mas o cansaço chegava e o plano era sábado fazer a visita. Assim sendo, caminha.

 

06.Agosto – Sábado (Visita a Mérida e depois Mérida  - Horcajo de Los Montes 256Km)

Não sei se ainda stressado do trabalho ou não, mas passei a noite em branco. Talvez fosse da antecipação do fim de semana pela frente…..bem, acordei cedo e como sou um tipo porreiro, acordei a minha sócia para nos fazer-mos ao caminho.

O Hotel em que ficámos (Hotel Cervantes) mesmo no centro da cidade, apesar de apenas 2*, era de um asseio e o pessoal de uma simpatia fantástica. Normalmente o custo de estacionamento em garagem do Hotel era de 6€+IVA, para a nossa mota….0 (zero). Aqui, uma discriminação positiva. Curiosamente, quase nenhum Hotel incluía o pequeno-almoço e este não era excepção. 

Tinha um café mesmo por baixo portanto, o incómodo foi como o custo da garagem, zero. Duas tostas de tomatada (sem tomate) e apenas com o queijo e presunto, dois canecos de “café com leche” e dois sumitos de sumos de laranja para arranjar a energia necessária para iniciar um dia em cheio.

Vamos lá então:

O Hotel,


A Basílica e Santa Eulália




Aqueduto “Los Milagros”








 

Uma das pontes (existem várias sobre o Guadiana)


 

Esta é conhecida


 

O Alcazabe Árabe




 

Dois dos edificos mais bonitos (em minha opinião) da Plaza de Espanha




 

Diferente…esta Laranjeira tinha Laranjas maduras no interior e verdes no exterior…


 

O Arco Trojano


 

Os restos de uma Igreja de outrora



O Templo de Diana


 

Restos da presença Romana




 

A Casa De Mitreo








 

As casas funerárias da Casa de Mitreo


 

Apenas por piada


 

Mais uma bela construção e ainda por cima do ano certo


 

O Anfiteatro Romano (Debateram-se aqui Gladiadores, feras e ambos entre si)




 

Mesmo ao lado, o Teatro Romano (maus actores tinham acesso directo ao Anfiteatro com lugar na 1ª fila) Lingua




 

Já na altura elas tinham a desculpa mais antiga do mundo…Labios fechados


 

E ainda o Circo Romano onde se faziam as corridas ao estilo “Ben-Hur”


 

O outro aqueduto (não me recordo do nome)


 

Uma fachada diferente


 

Certinho ao minuto


Terminou aqui a visita a Mérida pois chegava a altura de nos pormos a caminho pois ainda havia “alguns” quilómetros por fazer e paisagens para ver. Almocinho à base de tapas…era qualquer coisa tipo corações…ou rins…ou moelas...de qualquer maneira, gostei, um tortilha com presunto (como não podia deixar de ser) e umas batatas com ervas e um molho qualquer branco. Não faço ideia do que era mas cá estou para vos contar a história.  Wink



E damos aqui o inicio ao passeio até Horcajo de Los Montes. Como havia dito, o trajecto foi definido de forma a circular o máximo de tempo junto às barragens. Água sempre que possível à nossa direita para a fotografa de serviço poder mostrar os seus dotes. Assim, ida pela esquerda e volta pelo lado direito das barragens. Havia uma parte do trajecto que já sabia de antemão que o piso era miserável (cerca de 20 Km) e decidimos fazê-lo à ida pois neste dia seriam cerca de 250 Km’s, no dia seguinte, o regresso a casa, 520 Km’s. 

Ajuda imenso o “Street View” pois dá para ter uma ideia destas situações.

Aquando do planeamento do passeio, deparei-me com uma curiosidade no mapa:

Uma “quase ilha rotunda”. Ora vejam.


Assim, acabámos por fazer um desvio de cerca de 30 Km só para…..fazer a rotunda. A caminho…















E eis a dita…São cerca de 4 Km’s de rotunda com uma paisagem….MAGNIFICA.




 

Até deu para “apalermar”














 

Rotunda feita e siga….










 

Em algumas barragens, notamos a falte de algo…o que seria?























A partir daqui acabou-se a bateria da máquina mas muito sinceramente…não se perdeu nada pois aqui começaram os tais 20 Km’s de estrada (se é que se pode chamar aquilo de estrada) de um martírio inimaginável.

Não sabia se me apetecia chorar, de dizer asneiras, de…sei lá. Foram 20 Km’s penosos com a 2ª velocidade metida e nunca acima dos 20 a 30 Km’s hora. Meu deus. Lingua No fim “daquilo”, foram mais cerca de 15 minutos de alcatrão lisinho até ao Hotel.

O Hotel tinha piscina o que nos permitiu refrescar após um dia fantástico.




 

Banho tomado e jantar. Jantámos no Hotel onde nos foi proposto pratos típicos da região:
Isto é uma “musse” de ovo mexido com murcela e pinhões, fraco aspecto mas um petisco…UI…UI


 

E depois umas “migas” regadas com uma gordura qualquer com…..enfim, já comi melhor.


 

Para acabar foi uma “natilha” recomendada pelo Manuel Rezende. Bem bom. Aprovado. (Não há foto pois quando me lembrei…já era). Grin

E descanso. Ou não. Felizmente para nós, foi. E porque digo isto? Ao que parece, naquele lugar ermo e perdido no mapa, todos as 6as e Sábados à noite, há RAVE’S num armazém mesmo em frente ao Hotel. Felizmente ficámos virados para trás pelo que não ouvimos nada. Graças a deus.

 

07.Agosto – Domingo (Visita ao Parque Nacional de Cabañeros e depois, casa. 514 Km’s)

O dia iria começar cedo. Saída às 07h00 horas num 4x4 conduzido por um funcionário da empresa que gere o parque. 07h00 espanholas são 06h00 nossas, o que quer dizer que nos levantámos antes das 05h00 para a higiene, pequeno-almoço e seguir para o local de encontro (a cerca de 200 mts. do Hotel).


Pontualíssimos, chegámos nós e mais um casal que também esteve albergado 
no Hotel mas com o quarto virado para o armazém onde decorreu a RAVE. Coitados.

Arrancámos às 07h10 para uma aventura fantástica…ao Parque Nacional de Cabañeros, 
também conhecido como o “Serengueti” espanhol. 

Ficam aqui fotos…












 

Cores lindas, ar fresco, paisagem…diferente








 

A fauna…(isto não é um filme, dizia o guia, pelo que os “actores" podem ou não aparecer)








 

Que paisagem…


 

À minha procura?






 

Vejam lá se encontram os “wally’s”…




 

Este desgraçado corria que se desunhava…











Um local magnifico. 3 horas depois, terminou um passeio fenomenal. Chegara a hora do regresso. Não estávamos minimamente chateados pois iríamos regressar em passeio, desta vez, pelo lado direito das baragens…Despedida dos Cabañeros…


E isto, foi o que me safou dos 34,5º de temperatura ao longo do passeio…


Estes coletes são para serem submergidos em água durante cerca de 2 a 3 minutos e vesti-lo …IMPRESSIONANTE….chamo a isto o “Ar condicionado” para motociclistas. Para quem anda ou andou ao calor, sabe que o calor quebra por completo o físico. Com isto…minhas senhoras e meus senhores, como dizem os espanhóis…”NO PASSA NADA”. Só posso recomendar. Este colete foi-me oferecido pela Patrícia e sabem onde se pode adquiri-lo? Pois é, na MOCASMOTO. Só posso recomendar.  Wink


A caminho…Este passeio pelas barragens era suposto ser tudo em estrada boa mas……o Google só é actualizado de tempos em tempos e…..ai, ai.












 

Eis o que eu não esperava…


 

Eis o que eu pensei que fosse impensável. Depois de uma vilareca, aparece-nos um sinal com a seguinte informação: “Estrada em obras ao longo de 14 Km’s”. Mas a estrada….onde está?


 

Foram cerca de 7 Km’s de terra batida e depois outros 7 à procura de alcatrão…..Valeram as paisagens








 

Finalmente…alcatrão e toca a andar




 

Barragens muito abaixo do normal deixavam ver construções de outrora…






 

E paragem num local lindíssimo para comer uns “bocadilhos”




“Depósitos” atestados e AE em direcção a terras lusas. Ultima paragem para atestar em Badajoz e depará-mo-nos com esta cena.






 

Enfim….chegado por volta das 18h00 a casa sãos e salvos. Um fim-de-semana em cheio que nos “destressou” por completo. Foram cerca de 1.100Km’s de limpar a alma.

Só posso recomendar.

Um abraço a todos,
Patrícia e João




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